Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

PEDRO ABRUNHOSA & BANDEMÓNIO | AO VIVO CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL | 20 JULHO

Na semana em que “Luz”, o quinto disco de originais de Pedro Abrunhosa & Bandemónio, entra directamente para o 1º lugar do top de vendas e atinge o disco de ouro, anuncia-se o concerto no Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
É já no próximo dia 20 de Julho, às 22.00h, que Pedro Abrunhosa & Bandemónio apresentam a Digressão LUZ 2007|2009, onde, para além dos temas que fazem parte do novo disco, serão apresentados os seus sucessos incontornáveis.

Com “Luz”, Pedro Abrunhosa & Bandemónio assumem as preocupações ambientais na sua própria actividade, tornando-se a primeira banda a editar um disco "eco" em Portugal. O CD e a digressão LUZ 2007|2009 terão o seu impacto ambiental compensado em termos de emissões de CO2. Pedro Abrunhosa tornou-se, ele próprio, embaixador da EDP para a eficiência energética, conceito que o acompanhará nesta Tournée.

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL | 20 Julho | 22.00h
Preços: 1ª Plateia | 30,00 Euros; 2ª Plateia | 25,00 Euros; Balcão | 20,00 Euros
www.ticketline.sapo.pt

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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

PONTES ENTRE NÓS


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

LOBO NO LUAR


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa & Bandemónio)

Passo a passo vou seguro,
Contra a cadência do dia,
No espelho o teu futuro
Sem sombra de fantasia.
Caio só aos pés da cama
Atiro o teu nome ao vento,
Que noite em que não se ama
Torna o meu amor sedento.

Esconde o teu olhar
Não me cruzes o caminho
Como um lobo no luar
Quero acordar sozinho
E digo… Oh oh oh
Como um lobo no luar… [bis]

É de alva a tua pele,
É de prata o teu silêncio,
Rasga, sê cruel,
Dá-me aquilo em que eu te penso.
Sou fera, sou fraco,
Sente esta mão de fogo,
Que dia em que não ataco
É dia em que não sou lobo.

Esconde o teu olhar
Não me cruzes o caminho
Como um lobo no luar
Quero acordar sozinho
E digo… Oh oh oh
Como um lobo no luar… [bis]

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

O DIA DEPOIS DE HOJE


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Sem sabermos,
A cidade parou,
Uma noite,
Que afinal não chegou.
E tu como um livro,
No branco das páginas
E eu a ler-te nas lágrimas,
Que a manhã acordou.
Sem sabermos,
Inventámos a dor.

A vida é um jogo,
Um instante infinito
Um quarto de fogo,
A esconder cada grito.

Sem saber,
Abracei-te demais,
Uma porta fechada,
Os teus passos na escada
A fazerem sinais.

A vida é um jogo,
Um instante infinito.
Um quarto de fogo,
A esconder cada grito.
E Antes do fim,
Antes de ti.

Amanhã, parto contigo.
Amanhã, foge comigo.
Amanhã, longe daqui.
Amanhã, leva-me em ti.

Sem saberes,
Escrevemos as ruas,
Uma sombra,
Desfazendo-se em duas.
E tu como um filme,
Na vertigem da morte
Eu aqui nesta sorte

A mão a um passo da pele.
Sem saberes,
Inventaste-me o céu.

A vida é um jogo,
Um instante infinito.
Um quarto de fogo,
A esconder cada grito
Antes do fim,
Antes de ti.

Amanhã, parto contigo.
Amanhã, foge comigo.
Amanhã, longe daqui.
Amanhã, leva-me em ti.undefined
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

A CADA NÃO QUE DIZES



A Rami al-Dura, de 12 anos, morto em 2000 pelas balas do ódio na Faixa de Gaza.

(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Lento,
Eu vi morrer o tempo,
Morto por fora e por dentro,
Como um pai enganado,
Um filho roubado,
Uma mão de soldado, um pecado,
Um cálice, um príncipe,
E num salto de lince,
Um fim que está perto,
Um quarto deserto,
Dois tiros no escuro, um peito feito no muro
E o rosto já frio, o som da morte no cio,
O passo a compasso
Das botas cardadas,
Espadas à espera,
O gume,
O lume da fera.
E ninguém percebeu que o mundo inteiro sou eu.

Longe,
Um mar que se rasga e me foge,
Uma dor que, por mais que se aloje, não vale o aço da bala
Coração que me embala, que estala, que empala no medo,
Um dédalo, um dedo,
Um gatilho já preso,
Um rastilho aceso, um fogo às cores pelo céu,
Desenhos loucos no breu,
Pintura pura a canhão,
Talvez vinte homens não cheguem,
Talvez aqueles me levem,
Talvez os outros se lembrem,
Que são homens como os que fogem
E nenhum Deus é maior,
Num ódio feito de dor,
E ninguém reparou que o mundo inteiro parou.

A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.
A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.



Fracos,
Como farrapos na cama,
Orgulho feito de lama, e o verbo ser a partir.
Palavras presas na alma, ruas de vento e vivalma,
Um límpido tiro, um suspenso suspiro,
Pietá nas notícias,
Gravatas impunes negando as sevícias
Vozes de ferro, de fogo, de fome, de fuga, de facas,
E as rugas pobres, já fracas,
Um poço morto de sede,
Grafftis numa parede,
E ninguém percebeu, que o mundo inteiro sou eu.

Outros,
Loucos, perdidos, sentidos certeiros,
Crianças feitas guerreiros,
A quem foi roubado o perdão,
Dois braços cheios de pão,
Napalm, na palma da mão,
Um fósforo fátuo,
Nos jornais o retrato
De um estilhaço, um abraço,
Um pedaço de espaço
De uma pátria sem chão.
Uma pétala pródiga, um remorso confesso,
Talvez a dor no regresso,
Talvez um dia o inverso,
Mas isso já eu não peço,
O mundo inteiro a fugir,
O mundo inteiro a pedir.
Que se oiça alto o teu Não.

A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.
A cada não que dizes,
Abre-se um lugar no céu.

Lento,
Longe,
Fracos,
Outros.
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

ILUMINA-ME


(Pedro Abrunhosa/ Pedro Abrunhosa)

Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

A DOR DO DINHEIRO


(Pedro Abrunhosa | Pedro Abrunhosa)

Perdido no teu corpo,
Perdido nesta estrada,
Perdido nos segredos
Por cada curva fechada.
Palavras,
Diz-me palavras.
Acredito no que dizes,
Acredito no que fazes,
Acredito no sentido
De cada sombra que trazes.
Palavras,
Diz-me palavras.

E dizes que está tudo normal,
Mas é a loucura total,
Não quero sair desta festa,
Porque afinal o que resta é dizer:

Quero um pedaço,
Quero o troco primeiro,
Quero a vida num traço,
Quero a cor do dinheiro.

Não me custa o futuro,
Não me lembro do passado,
Sou um filme em que me vejo
Em circuito fechado.
Palavras,
Diz-me palavras.
Conta-me o que vês,
Não me contes a verdade,
Tenho um pé em cada esquina
Qual delas tem mais vontade?
Palavras,
Diz-me palavras.

E dizes que está tudo normal,
Mas é a loucura total,
Não quero sair desta festa,
Porque afinal o que resta é dizer:

Quero um pedaço,
Quero o troco primeiro,
Quero a vida num traço,
Quero a cor do dinheiro.

Publicado por Universal Music Portugal às 17:41
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Em entrevista ao SAPO

Pedro Abrunhosa fala do seu novo álbum "Luz" que será lançado a 25 de Junho.


Publicado por Universal Music Portugal às 12:17
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